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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Os irredutíveis

Estamos no ano 2013 depois de Cristo. O primeiro lugar de todas as tabelas classificativas está ocupado pelo Sporting... De todas? Não! Uma folha de couve habitada por irredutíveis pasquineiros resiste ainda e sempre ao invasor.


Cá para mim o Panoramix anda a carregar nos cogumelos...

domingo, 3 de novembro de 2013

Jornada 9: Sporting 3 - 2 Marítimo

Jogo difícil contra uma equipa que vislumbrava num resultado positivo a possibilidade de inverter um ciclo negativo. Jogo difícil contra equipas que vislumbravam num resultado negativo a possibilidade de inverter um ciclo positivo. A uma e às outras respondeu o Sporting com uma exibição onde nunca faltou a crença. E se alguma conclusão se pode tirar do teste pós-fcp é que este Sporting acredita em si. Bem-hajam, rapazes!

Acostas e Secretários

Acostas:

William Carvalho - Mais um grande jogo deste menino. A forma como sai da pressão dos adversários, deixando a bolinha bem redonda para os companheiros... que luxo!

Adrien Silva - Se há alguém que hoje merece sopas e descanso é este rapaz. Andou a mandar mails a toda a gente para irmos a Alvalade e quis ser o melhor dos anfitriões. Grande atitude.

Diego Capel - Cabeça no chão, costas arqueadas, e aqui vai disto. É assim o Dieguito. Criticam-no por não ver o que se passa à sua volta. Não percebem que Capel não precisa de ver. Basta-lhe sentir! - sente o jogo, sente os companheiros, sente a bancada. E estes sentem-no de volta. E num jogo de bola há poucas coisas mais importantes do que esta comunhão de sensações. Força, Diego!

Secretários:

Eric Dier - Onde está o jogador alegre e confiante da época passada? Não sei o que se passa para a não-aposta em Dier em detrimento de outros. Não sei se estará relacionada com questões contratuais. Sei que é preciso dar a mão a um dos mais promissores jogadores da equipa. Leonardo Jardim e Bruno de Carvalho têm de gerir bem esta situação.

Vítor - Parece-me que André Martins voltará ao 11 no próximo desafio.

Carrillo - Não foram as más recepções, os maus passes ou os remates disparatados. O que ontem levou a bancada ao desespero foi a postura displicente com que Carrillo se apresentou. Começa a ser difícil perceber este rapaz.

Bruno Esteves - O homem do apito fez um jogo a roçar a perfeição, onde o único erro terá sido a vitória Leonina.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Stick to the plan

Não é comum olhar para trás e ver-me invadido pela consciência de que o deveria ter feito de outra maneira. Por um lado (e pelo outro também) é-me difícil girar a cabeça num ângulo superior a noventa e três graus. Aos noventa e quatro tenho dores e aos noventa e cinco já arrisco um torcicolo. Depois, consciência é algo que não me costuma invadir (nem consciência nem outras badalhoquices, fique desde já o leitor sabendo). Porém, à medida que seguia a sua doutrina e me evadia rapidamente, não pude deixar de pensar que isto não poderia voltar a acontecer. A história, caro leitor, conta-se em duas penadas:
Eu, o Pacheco, o Fonseca e o Borges fazíamos um grupo inseparável. Daqueles, iguais a tantos outros, que se formam na infância e perduram durante a vida. Juntávamo-nos todos os dias para umas golfadas de tinto e umas mãos de sueca (chama-se Ingrid e as suas massagens são de ir aos céus). Aos sábados dávamos catequese e, aos domingos, após a missa, dedicávamo-nos a acções de solidariedade – solidarizávamo-nos uns com os outros e fazíamos uns palmanços, actuando sobre superfícies comerciais. Foi há cerca de um ano que vestimos os nossos fatos de tartaruga e nos encontrámos todos à porta da Worten do Vasco da Gama. Quero dizer... encontrámo-nos todos menos o Borges. Esperámos pacientemente e já passava meia-hora da hora combinada quando o vimos chegar no seu fato de tubarão. De imediato, ao vê-lo naquela figura, ferveu-nos o sangue (o que é notável quando estamos a falar de tartarugas) e partimos-lhe a cabeça, ralhando-lhe, em surdina, que assim não podia ser, que o fato de tubarão era para assaltos ao Continente, que ali dava muito nas vistas, que era uma bizarria e as pessoas iam estranhar. Equacionámos cancelar tudo mas o Borges defendeu-se, justificou que o seu fato de tartaruga ainda estava na lavandaria e só estaria pronto dali a duas horas, que não valia a pena ficar ali a assar tanto tempo à espera. Apoiou-se na abordagem furtiva que um tubarão sempre consegue, que ninguém daria por ele, que era uma alteração insignificante relativamente ao plano inicial e que tudo correria pelo melhor. Acabámos por, resignados, sucumbir aos seus argumentos e ao calor que já nos fazia suar em bica dentro das fatiotas. Entrámos na loja e de imediato nos dirigimos ao nosso objectivo: as máquinas de café. Carregámos as carapaças com o que podíamos e o Borges, à falta de carapaça, enfiou uma máquina na barbatana dorsal. Ao ver aquilo soube de imediato que a coisa não ia correr bem. Com a máquina lá dentro, a barbatana assemelhava-se à bossa de um camelo e, ao contrário de tartarugas e mesmo tubarões, camelos são coisas pouco comuns e que dão nas vistas em lojas de electrodomésticos. Ainda estava a produzir este raciocínio e já ouvia o segurança aos gritos, de passo acelerado, a dirigir-se a nós. A vantagem do fato de tartaruga é o elemento surpresa. Quando se espera um andar vagaroso, ver tartarugas a fugir a todo o gás torna-se surpreendente para a generalidade das pessoas, deixando-as atónitas e pregadas ao chão perante o fenómeno. O mesmo efeito não conseguiu causar o Borges no seu fato de tubarão. A estreiteza da cauda atabalhoava-lhe os movimentos, acabando mesmo por tropeçar nas barbatanas e estatelar-se aos pés da menina da caixa. Hoje, devido ao seu improviso, o Borges já não dá catequese aos sábados, não vai à missa aos domingos e ao invés de copos e sueca, preocupa-se antes com a sua cueca, que aqueles marmanjos que com ele partilham a cela insistem em tentar tirar.

Voltei a lembrar-me desta triste história quando vi a segunda parte do jogo entre o Sporting e o Rio Ave. Quando decidiu alterar o plano inicial, Sá Pinto fez-me lembrar o Borges. Substituiu o processo habitual pelo improviso e, tal como o Borges, deu-se mal. Concordo com a ideia de jogo do Sá e é fundamental que ele se mantenha fiel à mesma. Ainda que a situação se revele complicada, o melhor caminho para o sucesso é mantermo-nos fiéis ao plano que traçámos, para mais quando tem tudo para dar certo (concordará o leitor que o golpe, só com tartarugas, era infalível). Sá Pinto ainda goza de crédito. Ainda bem. Mas é importante que não o desbarate com decisões erráticas em momentos de aperto. Caso o faça, tal como o Borges, ver-se-á em risco de sodomização. Não por companheiros de cela, mas pela fúria dos adeptos.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

1ª Jornada - Optimismo, desilusão e optimismo

Desilusão tremenda no término da partida. Os empates dos adversários estimulavam a esperança de partir na frente e ganhar alento. Eu, optimista confesso, sentia-me eufórico, fervilhando na antecipação de ver surgir o ovo por entre as penas. Juro que cheguei mesmo a vislumbrar a ponta reluzindo. O problema da confiança cega no porvir é o dissimulado desengano que a acompanha de mãos dadas. Mas se por vezes somos traídos à saída, a esperança é sempre enorme à entrada. Assim, por mais que me veja enganado, manter-me-ei amante do optimismo. Ao menos, na antecipação, sairei sempre vencedor e sentirei o agradável friozinho no umbigo.

Posicionado o leitor para a perspectiva com que encaro os factos, afirmo, com a maior imparcialidade que sou capaz,  que apesar do resultado desapontador, gostei de ver jogar a equipa. Defensivamente pareceu-me já muito bem. Ofensivamente iremos, pelo que vi, evoluir bastante. Sinceramente, possuímos boas hipóteses de dar luta aos nossos maiores rivais. Temos ideia de jogo e qualidade. E eles têm o Vítor Pereira e o Melgarejo.