- Dá um passou-bem ao senhor - ordena ela de sorriso nos lábios.
Assim, por norma, tento evitar estes momentos que me custam alguma ansiedade e inúmeras idas à casa-de-banho (e vários rolos de papel higiénico) nas horas que os antecedem. Hoje, estranhamente, senti-me mais confiante para o fazer. Suponho que este despontar de confiança seja fruto das boas vibrações que sinto brotar para os lados de Alvalade. Uma confiança que me recorda a que senti quando há cerca de 12 anos entrei pela primeira vez no antigo Estádio José Alvalade e que a História nunca irá olvidar. Topo Norte: Pela bancada passeavam excitação, entusiasmo, esperança, frenesim e vendedores de queijadas. Maria José Valério: cachecóis no ar e toda a gente canta. Arrepios na espinha e lágrima no canto do olho. Memorável! Minuto 16: Baliza norte, mesmo à minha frente, André olha para a bola. Não marca há alguns jogos... Mas é o André, porra! Nas bancadas acredita-se. A bola parte, o estádio emudece durante o trajecto e explode em euforia quando a borracha se anicha na rede. Bem lá no cantinho! Loucura!
- 'Bora Sporting!
O melhor ainda estava para vir. Minuto 37: Bola na defesa do Porto. Secretário, certamente por desígnio divino, assiste Acosta. Imediato, o estádio levanta-se empurrando o Matador que parte, fulgurante, para a baliza e, ainda de fora da área, desfere a estocada mortal. Delírio. Nas bancadas voam abraços, sorrisos, lágrimas e as queijadas dos vendedores. Inolvidável!
Hoje, em dia de estreia num campeonato que se pretende memorável fica, através do nome deste blogue, deste primeiro post e do vídeo que o encerra, a minha homenagem a um dos momentos mais marcantes da minha existência Sportinguista. Entretanto fico-me por aqui. Até porque já ouço a mamã chamar. Tenho de me ir vestir e pentear. Parece que tenho visitas...