Desilusão tremenda no término da partida. Os empates dos adversários estimulavam a esperança de partir na frente e ganhar alento. Eu, optimista confesso, sentia-me eufórico, fervilhando na antecipação de ver surgir o ovo por entre as penas. Juro que cheguei mesmo a vislumbrar a ponta reluzindo. O problema da confiança cega no porvir é o dissimulado desengano que a acompanha de mãos dadas. Mas se por vezes somos traídos à saída, a esperança é sempre enorme à entrada. Assim, por mais que me veja enganado, manter-me-ei amante do optimismo. Ao menos, na antecipação, sairei sempre vencedor e sentirei o agradável friozinho no umbigo.
Posicionado o leitor para a perspectiva com que encaro os factos, afirmo, com a maior imparcialidade que sou capaz, que apesar do resultado desapontador, gostei de ver jogar a equipa. Defensivamente pareceu-me já muito bem. Ofensivamente iremos, pelo que vi, evoluir bastante. Sinceramente, possuímos boas hipóteses de dar luta aos nossos maiores rivais. Temos ideia de jogo e qualidade. E eles têm o Vítor Pereira e o Melgarejo.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
Apresentações
Nunca tive muito jeito para apresentações. Lembro-me perfeitamente daqueles momentos em que a mãe, orgulhosa, me vestia com roupinha ainda nova, acabada de esticar no ferro e, de cara lavada e risco bem vincado no cabelo, me apresentava às visitas. E lembro-me daquele constrangimento aterrador, próprio de quem se sente esmagado por olhos esquadrinhadores. Estas imagens estão tão vivas na minha memória que parecem ter ocorrido ainda ontem. Bem... por acaso ocorreram mesmo. E, sei-o agora, se o ar de repulsa com que na minha infância me brindavam os convidados se devia à insolente catota que teimava em exibir-se, peganhenta, pendendo do meu nariz, por estes dias, na casa dos trinta e já sem catotas, continuo a ser recebido com a mesma reacção. Talvez porque a minha mãe continue a tratar-me por bebé e a insistir que me apresente de camisa abotoada até ao colarinho, calções garridos e meia branca esticada até aos joelhos.
- Dá um passou-bem ao senhor - ordena ela de sorriso nos lábios.
Assim, por norma, tento evitar estes momentos que me custam alguma ansiedade e inúmeras idas à casa-de-banho (e vários rolos de papel higiénico) nas horas que os antecedem. Hoje, estranhamente, senti-me mais confiante para o fazer. Suponho que este despontar de confiança seja fruto das boas vibrações que sinto brotar para os lados de Alvalade. Uma confiança que me recorda a que senti quando há cerca de 12 anos entrei pela primeira vez no antigo Estádio José Alvalade e que a História nunca irá olvidar. Topo Norte: Pela bancada passeavam excitação, entusiasmo, esperança, frenesim e vendedores de queijadas. Maria José Valério: cachecóis no ar e toda a gente canta. Arrepios na espinha e lágrima no canto do olho. Memorável! Minuto 16: Baliza norte, mesmo à minha frente, André olha para a bola. Não marca há alguns jogos... Mas é o André, porra! Nas bancadas acredita-se. A bola parte, o estádio emudece durante o trajecto e explode em euforia quando a borracha se anicha na rede. Bem lá no cantinho! Loucura!
- 'Bora Sporting!
O melhor ainda estava para vir. Minuto 37: Bola na defesa do Porto. Secretário, certamente por desígnio divino, assiste Acosta. Imediato, o estádio levanta-se empurrando o Matador que parte, fulgurante, para a baliza e, ainda de fora da área, desfere a estocada mortal. Delírio. Nas bancadas voam abraços, sorrisos, lágrimas e as queijadas dos vendedores. Inolvidável!
Hoje, em dia de estreia num campeonato que se pretende memorável fica, através do nome deste blogue, deste primeiro post e do vídeo que o encerra, a minha homenagem a um dos momentos mais marcantes da minha existência Sportinguista. Entretanto fico-me por aqui. Até porque já ouço a mamã chamar. Tenho de me ir vestir e pentear. Parece que tenho visitas...
- Dá um passou-bem ao senhor - ordena ela de sorriso nos lábios.
Assim, por norma, tento evitar estes momentos que me custam alguma ansiedade e inúmeras idas à casa-de-banho (e vários rolos de papel higiénico) nas horas que os antecedem. Hoje, estranhamente, senti-me mais confiante para o fazer. Suponho que este despontar de confiança seja fruto das boas vibrações que sinto brotar para os lados de Alvalade. Uma confiança que me recorda a que senti quando há cerca de 12 anos entrei pela primeira vez no antigo Estádio José Alvalade e que a História nunca irá olvidar. Topo Norte: Pela bancada passeavam excitação, entusiasmo, esperança, frenesim e vendedores de queijadas. Maria José Valério: cachecóis no ar e toda a gente canta. Arrepios na espinha e lágrima no canto do olho. Memorável! Minuto 16: Baliza norte, mesmo à minha frente, André olha para a bola. Não marca há alguns jogos... Mas é o André, porra! Nas bancadas acredita-se. A bola parte, o estádio emudece durante o trajecto e explode em euforia quando a borracha se anicha na rede. Bem lá no cantinho! Loucura!
- 'Bora Sporting!
O melhor ainda estava para vir. Minuto 37: Bola na defesa do Porto. Secretário, certamente por desígnio divino, assiste Acosta. Imediato, o estádio levanta-se empurrando o Matador que parte, fulgurante, para a baliza e, ainda de fora da área, desfere a estocada mortal. Delírio. Nas bancadas voam abraços, sorrisos, lágrimas e as queijadas dos vendedores. Inolvidável!
Hoje, em dia de estreia num campeonato que se pretende memorável fica, através do nome deste blogue, deste primeiro post e do vídeo que o encerra, a minha homenagem a um dos momentos mais marcantes da minha existência Sportinguista. Entretanto fico-me por aqui. Até porque já ouço a mamã chamar. Tenho de me ir vestir e pentear. Parece que tenho visitas...
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