Jogo difícil contra uma equipa que vislumbrava num resultado positivo a possibilidade de inverter um ciclo negativo. Jogo difícil contra equipas que vislumbravam num resultado negativo a possibilidade de inverter um ciclo positivo. A uma e às outras respondeu o Sporting com uma exibição onde nunca faltou a crença. E se alguma conclusão se pode tirar do teste pós-fcp é que este Sporting acredita em si. Bem-hajam, rapazes!
Acostas e Secretários
Acostas:
William Carvalho - Mais um grande jogo deste menino. A forma como sai da pressão dos adversários, deixando a bolinha bem redonda para os companheiros... que luxo!
Adrien Silva - Se há alguém que hoje merece sopas e descanso é este rapaz. Andou a mandar mails a toda a gente para irmos a Alvalade e quis ser o melhor dos anfitriões. Grande atitude.
Diego Capel - Cabeça no chão, costas arqueadas, e aqui vai disto. É assim o Dieguito. Criticam-no por não ver o que se passa à sua volta. Não percebem que Capel não precisa de ver. Basta-lhe sentir! - sente o jogo, sente os companheiros, sente a bancada. E estes sentem-no de volta. E num jogo de bola há poucas coisas mais importantes do que esta comunhão de sensações. Força, Diego!
Secretários:
Eric Dier - Onde está o jogador alegre e confiante da época passada? Não sei o que se passa para a não-aposta em Dier em detrimento de outros. Não sei se estará relacionada com questões contratuais. Sei que é preciso dar a mão a um dos mais promissores jogadores da equipa. Leonardo Jardim e Bruno de Carvalho têm de gerir bem esta situação.
Vítor - Parece-me que André Martins voltará ao 11 no próximo desafio.
Carrillo - Não foram as más recepções, os maus passes ou os remates disparatados. O que ontem levou a bancada ao desespero foi a postura displicente com que Carrillo se apresentou. Começa a ser difícil perceber este rapaz.
Bruno Esteves - O homem do apito fez um jogo a roçar a perfeição, onde o único erro terá sido a vitória Leonina.
domingo, 3 de novembro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
O linguista
Demolidor! Ou, segundo Abel Xavier, demole-a-dor. Assim se pode adjectivar (adectiva-o-ar?) o histórico colóquio daquele que ameaça ser o mais brilhante linguista português desde Jorge Jesus. António Emiliano, Óscar Lopes e até Noam Chomsky já sublinharam que as iluminadas observações do agora ex-treina-a-dor do Olhanense vêm revolucionar (revoluciona-o-ar?) não apenas a Etimologia, como o próprio sentido do mundo que nos é dado a observar (observa-o-ar?).
Por exemplo, da próxima vez que entrar (entra-o-ar?) no seu prédio, vá pelas escadas - ao contrário do que pensa, a opção mais habitual apenas eleva-a-dor.
Esqueça as aspirinas, brufens e todas essas merdas que nas farmácias nos impinge o vende-a-dor (como é que não fomos capazes de perceber isto? Cooooomo?!) - se sofre de alguma maleita dirija-se à Staples. É o sítio onde mais facilmente encontrará um apaga-a-dor. Aproveite que lá vai e, p'lo sim, p'lo não, adquira um agrafa-a-dor, um fura-a-dor e um marca-a-dor. Certamente que a partir de agora lhes descobrirá novas funcionalidades.
E quando voltar (volta-o-ar?) a ter comichão, arme-se em caruncho e encha a barriga com o parquet da sala. Pode ser que passe.
sexta-feira, 8 de março de 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Perguntar não ofende e o sonho comanda a vida
Queria começar este post agradecendo a Sá Pinto o serviço dedicado que prestou ao Sporting enquanto treinador nos últimos meses. Infelizmente, para ele e para nós, as coisas não correram do modo que todos gostariamos. A imagem que Sá Pinto me deixa é a de um homem com boas ideias mas que acaba por sucumbir à pressão dos maus resultados. Um treinador com mais currículo (não querendo isso dizer que mais competente) teria maior tolerância. Sá Pinto tentou passar, nas suas intervenções públicas, a imagem de alguém calmo, sereno. Percebe-se, dado o estigma que carregava e que a imprensa e paineleiros fizeram questão de recordar aquando da tomada de posse como treinador do Sporting. Mas todos sabemos que a impulsividade faz parte da sua natureza. Quando chegou, Sá Pinto pôde trabalhar sem grande pressão. Essa tolerância por parte dos adeptos e imprensa permitiu-lhe desenvolver as suas ideias de forma tranquila, mostrando-se um homem esclarecido e ponderado. Esta época, quando os resultados teimaram em não surgir, a sua natureza impulsiva terá levado a melhor, levando-o ao abandono do plano inicial e a decisões erráticas, quase na base da fezada, no comando da equipa. Os jogos contra Estoril e Gil Vicente são espelho desse "vamos ver se resulta". A saída é um corolário natural face aos resultados alcançados por um treinador com poucas provas dadas. Mesmo sendo esse treinador um homem acarinhado pelos adeptos.
Rei morto, rei posto e, desde já, se inicia a demanda pelo próximo líder do futebol leonino. Não faltarão palpites por parte de todos os sectores - este tipo não, porque sim; este fulano sim, porque não; aquele gajo talvez, porque sim e porque não. Como é óbvio, também eu tenho um favorito. E, como também é óbvio, achará o leitor que o meu preferido é uma perfeita patetice. Como ser pateta ainda não é critério para uma subida de escalão no IRS, partilho consigo a minha escolha e o raciocínio que a sustenta.
Fosse eu o Carlos Freitas e estaria neste momento a ligar a Luís Figo (calma, pôrra! - não é este gajo!)
"- 'Tou? Luís? É o Carlos... o Carlos Freitas... do Sporting, pá. Ouve Luís, sei que és um grande Sportinguista, que queres o melhor para o clube e, em Seu nome, gostava de te pedir um favor. Fica tranquilo que não te custará uma peseta. O que pretendo de ti é que me marques um encontro com um grande amigo teu. Só isso. Arranja-me esse encontro e farás um favor enorme ao clube. Esse encontro é com quem? Pá... com o Pep Guardiola. Pergunta-lhe se me pode receber, ok? Perguntar não ofende e ele não se sentirá ofendido. E decerto atenderá ao pedido de um amigo. Fazes isso, Luís? Muito obrigado, pá!
Já parou de rir, caro leitor? Então deixe-me prosseguir e dizer-lhe o que poderia argumentar Freitas numa entrevista com Guardiola:
Que de facto Sporting é um gigante adormecido num futebol pouco mediático. Que o Sporting não lhe poderá oferecer um salário ao nível daquele a que está habituado a auferir. Mas que existem homens que vêem para lá do dinheiro e do mediatismo e que Pep é um deles. Um homem que abraça causas e projectos edificantes. Que o projecto do Sporting se assemelha ao do Barcelona e que é dos poucos a manter vivo o genuíno espírito desportivo da formação de atletas e homens. Que será dos maiores desafios que encontrará na sua carreira. Que fazer erguer este gigante adormecido contra os interesses instalados e a vontade de bipolarização do futebol português é tarefa transcendente e que quem o conseguir ficará imortalizado para todo o sempre.
Carlos, fazer uma coisa deste género não custa nada. Perguntar não ofende e o Luís e o Pep não se sentiriam, por certo, ofendidos. E o sonho comanda a vida.
Rei morto, rei posto e, desde já, se inicia a demanda pelo próximo líder do futebol leonino. Não faltarão palpites por parte de todos os sectores - este tipo não, porque sim; este fulano sim, porque não; aquele gajo talvez, porque sim e porque não. Como é óbvio, também eu tenho um favorito. E, como também é óbvio, achará o leitor que o meu preferido é uma perfeita patetice. Como ser pateta ainda não é critério para uma subida de escalão no IRS, partilho consigo a minha escolha e o raciocínio que a sustenta.
Fosse eu o Carlos Freitas e estaria neste momento a ligar a Luís Figo (calma, pôrra! - não é este gajo!)
"- 'Tou? Luís? É o Carlos... o Carlos Freitas... do Sporting, pá. Ouve Luís, sei que és um grande Sportinguista, que queres o melhor para o clube e, em Seu nome, gostava de te pedir um favor. Fica tranquilo que não te custará uma peseta. O que pretendo de ti é que me marques um encontro com um grande amigo teu. Só isso. Arranja-me esse encontro e farás um favor enorme ao clube. Esse encontro é com quem? Pá... com o Pep Guardiola. Pergunta-lhe se me pode receber, ok? Perguntar não ofende e ele não se sentirá ofendido. E decerto atenderá ao pedido de um amigo. Fazes isso, Luís? Muito obrigado, pá!
Já parou de rir, caro leitor? Então deixe-me prosseguir e dizer-lhe o que poderia argumentar Freitas numa entrevista com Guardiola:
Que de facto Sporting é um gigante adormecido num futebol pouco mediático. Que o Sporting não lhe poderá oferecer um salário ao nível daquele a que está habituado a auferir. Mas que existem homens que vêem para lá do dinheiro e do mediatismo e que Pep é um deles. Um homem que abraça causas e projectos edificantes. Que o projecto do Sporting se assemelha ao do Barcelona e que é dos poucos a manter vivo o genuíno espírito desportivo da formação de atletas e homens. Que será dos maiores desafios que encontrará na sua carreira. Que fazer erguer este gigante adormecido contra os interesses instalados e a vontade de bipolarização do futebol português é tarefa transcendente e que quem o conseguir ficará imortalizado para todo o sempre.
Carlos, fazer uma coisa deste género não custa nada. Perguntar não ofende e o Luís e o Pep não se sentiriam, por certo, ofendidos. E o sonho comanda a vida.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
O futebol do Sporting está muito "in"
Incompreensível, inconsequente, inqualificável, inenarrável, inábil, indecente, infeliz, insípido, ingénuo, indigesto, injucundo, inquietador, intragável, inválido, indescritível...
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Hitchhiking
Os totós (como eu) que acalentavam a esperança de ser a velhice o tempo de gozar do pé-de-meia, da sabedoria acumulada e da reconciliação com Deus e o mundo, e que nem algumas rugas na cara, uns comprimidos à cabeceira e a disfunção eréctil ensombrariam (há comprimidos à cabeceira, lembram-se?), viram, há um par de dias, esse belo sonho espatifar-se contra um rail ao largo do Colombo. Um Wake Up Call que nos demonstra não valer a pena alimentarmos ilusões. É mesmo assim a ancianidade: vem sóbria, refinada, madura, elegantemente vestida de cinzento, com uma estrela de três pontas na lapela mas, infortunadamente, conduzida pelo Eusébio. Quando damos por ela já só resta sucata e um velhote sorridente a afirmar que o veículo quis dar beijinhos ao separador. Deprimente. Valha-nos a indústria farmacêutica para nos ajudar a aceitar com naturalidade as nossas tontarias. Não sei o que andam a aviar aos maduros, mas a ver se não me esqueço de, chegado a essa idade, arranjar uma receita para mim.
Vergado ao rigor de 70 invernos, o Nakajima de Lourenço Marques mostrou que, lamentavelmente, já não está nem para as curvas, nem sequer para as rectas. Felizmente conseguiu sair praticamente ileso do sinistro, recorrendo apenas (e a contragosto) ao auxílio de canadianas. O vetusto avançado terá protestado mas o médico do INEM que o avaliou no local recusou-se veementemente a atribuir-lhe licença para conduzir a cadeira de rodas. Segundo consta, dirigia-se na altura do acidente para a loja do Continente mais próxima. Coincidentemente encontrava-me nessa superfície no momento em que ocorreram estes factos. E tenho de confessar o meu alívio quando tomei conhecimento do sucedido. Imaginem o que seria dar de caras com o Pantera Negra, no corredor das bolachas, aos comandos do carrinho de compras.
Apesar da sua juventude, há já quem afirme que este blogue não tem futuro; que está sem vida, caquético, acabado, que não tem pernas para andar. Deixe-me dizer-lhe, prezado leitor: mais depressa o deixo parado que à boleia do Eusébio.
Vergado ao rigor de 70 invernos, o Nakajima de Lourenço Marques mostrou que, lamentavelmente, já não está nem para as curvas, nem sequer para as rectas. Felizmente conseguiu sair praticamente ileso do sinistro, recorrendo apenas (e a contragosto) ao auxílio de canadianas. O vetusto avançado terá protestado mas o médico do INEM que o avaliou no local recusou-se veementemente a atribuir-lhe licença para conduzir a cadeira de rodas. Segundo consta, dirigia-se na altura do acidente para a loja do Continente mais próxima. Coincidentemente encontrava-me nessa superfície no momento em que ocorreram estes factos. E tenho de confessar o meu alívio quando tomei conhecimento do sucedido. Imaginem o que seria dar de caras com o Pantera Negra, no corredor das bolachas, aos comandos do carrinho de compras.
Apesar da sua juventude, há já quem afirme que este blogue não tem futuro; que está sem vida, caquético, acabado, que não tem pernas para andar. Deixe-me dizer-lhe, prezado leitor: mais depressa o deixo parado que à boleia do Eusébio.
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